Mötley Crüe no Brasil

Ver os caras do Mötley Crüe tocando aqui no Brasil realmente era algo que os fãs esperavam há muito tempo. Talvez eles tenham demorado um pouco para descobrirem seu publico em terras Sul Americanas, mas com certeza posso afirmar que ver a banda tocando com sua formação original é realmente um privilégio, ainda mais se pensarmos em quanto esses caras já passaram por essas três décadas de acidentes, prisões, milhares de garrafas de whisky e muitas drogas. Mick Mars é um sobrevivente a uma doença degenerativa descoberta no início dos anos 90. Nikki Sixx, nem se fala! Para quem leu o livro ´The Heroin Diaries´ impossível imaginar ver o cara em tão grande estilo e arrebentando no palco.

Mas para o publico o show começa bem antes da abertura dos portões, onde os mais diversos visuais fazem parte do figurino dos fãs, alguns visuais que parecem retroceder ao Glam Rock dos anos 80; outros descrevem o Hard Rock no estilo mais moderno. O que é difícil compreender são as pessoas que pagam tão caro o valor de um ingresso para um show deste porte e acabam ficando totalmente embriagadas ou alucinadas antes do espetáculo. Vi um rapaz ser carregado para dentro pelos amigos para não ficar largado na sarjeta de tão bêbado que estava; outras duas garotas se abraçavam para não caírem e acabaram sendo motivo de piadas e gargalhas por todos que estavam na fila.

Com os portões abertos no horário, a banda de abertura Buckcherry subiu ao palco também no horário previsto para o início do espetáculo, às 21h30. A banda animou um pouco o público, dentre o qual havia alguns fãs espalhados pela casa, fechando com a música “Crazy Bitch” praticamente depois de uma hora e pouquinho de show.

Aproximadamente por volta das 23hrs. o Mötley Crüe subiu ao palco ao som de “Wild Side” fazendo o público ir ao delírio. Vince Neil, Nikki Sixx e Tommy Lee pareciam impossíveis, já Mick Mars se atinha apenas a tocar sua guitarra magistralmente. Embalados pelo cenário de uma cidade de aço, a banda emendou “Saints of Los Angeles” do seu último álbum.

O set list trouxe todos os grandes clássicos da banda com “Dr. Feelgood”, “Girls, Girls, Girls”, “Home sweet home” tendo ainda duas musicas adicionais do que o set list do show anterior no Chile “Ten seconds to Love” e “ Don´t go away mad” onde Vince apresentou sua nova guitarra com o emblema de 30 anos de carreira da banda. Depois de pouco mais de uma hora e meia de show a banda fechou o espetáculo com “Looks that kill”.

Para os fãs foi realmente um grande show que ficou com aquele gostinho de quero mais!


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