Cruachan – Entrevista Exclusiva

A banda ““Cruachan”” visitará as terras brasileiras pela primeira vez desde sua formação em Outubro, trazendo seu Folk Metal com forte influência de sua terra natal, Irlanda.

Em uma entrevista para o ROCK EXPRESS com o líder e fundador da banda, Keith Fay nos conta sobre a banda, seu processo de criação e quais as expectativas para os shows no Brasil.

Por Zeh Master

ROCK EXPRESS – “Cruachan” começou em 1995, quando não havia muitas bandas de Folk Metal. Como foi a primeira impressão que você recebeu sobre esse novo gênero do Heavy Metal que você ajudou a desenvolver?

PhotobucketKeith Fay – Bem, eu acho que é ótimo e me sinto orgulhoso de termos sido o catalisador disso tudo. É claro que haviam bandas antes do “Cruachan” que tinham um pouco de música folk, o Skyclad da Inglaterra são provavelmente os mais importantes e foram uma influência para mim, mas nenhuma banda fez folk metal ao nosso nível, com a música popular real e metal extremo combinados. Quando começamos a tocar o povo achava que era muito estranho, especialmente na Irlanda. A música popular aqui é uma coisa cultural muito grande, é ouvido em todos os lugares e por isso não foi realmente uma coisa “legal” de combiná-lo com metal. Foi fora da Irlanda onde fomos apreciados e que se estabeleceu nossa base de fãs.

ROCK EXPRESS – Você usa alguns instrumentos populares em estúdio que parecem ser difíceis de serem usados ao vivo. Como é a logística para transportá-los de forma segura? Você costuma usar samples?

KF – Nós nunca utilizamos samples, mas às vezes nós temos que escolher quais instrumentos que tocaremos ao vivo. Em algumas de nossas músicas, há mais de 10 instrumentos populares diferentes, é impossível para nós para recriar isso. Tentamos criar as canções o mais perto possível das versões do álbum, mas também queremos que as pessoas saibam que ao assistir um show “Cruachan”, você não vai ouvir versões perfeitas do cd do álbum – se você quer isso, coloque o cd tocando em seus fones de ouvido enquanto assiste haha.

ROCK EXPRESS – Os álbuns não levam menos de 2 anos para ficarem prontos. Como é o processo de criação?

KF – Bem, nós sempre temos um monte de merdas pessoais fudidas acontecendo na banda com nossas vidas normais, então nossos álbuns devem ser feitos rapidamente. Nós temos esperança de resolver este problema no futuro. O processo geralmente envolve eu (Keith) chegando com algumas partes, indo para um estúdio e ver quais as partes que trabalham juntas e quais partes não, chegando numa canção viável, em seguida, escrevendo as letras.

ROCK EXPRESS – “Minas Tirith” foi uma das razões pelas quais você começou com “Cruachan”, já que você se encontrou com os membros dos primeiros lançamentos do “Cruachan”. Existem planos futuros de retomar as atividades do “Minas Tirith” como um projeto paralelo?

KF – Não, realmente não. Às vezes eu acho difícil concentrar-se no “Cruachan” então começar algum outro projeto seria muito difícil para mim.

ROCK EXPRESS – Como você se sente tocando no Brasil? Alguma vez você já esteve aqui? Você acredita que pode encontrar “Hy-Brasil”(*) em sua visita?

KF – Estou realmente ansioso por isso. Temos grande apoio aí e sempre quis retribuir esse apoio, tocando para os nossos fãs – agora esta é uma realidade e por isso é muito emocionante. Uma coisa sobre o “Cruachan” – somos apenas pessoas normais e gostamos de encontrar e conversar com os nossos fãs, então isso também será importante para nós, de conhecer e cumprimentá-los!!
Haha – Acho que temos que esperar uma vez a cada sete anos para encontrar “Hy-Brasil”(*) então veremos!!!

Os shows da banda “Cruachan” em Outubro no Brasil serão em Curitiba – Blood Rock Bar (dia 11) e em São Paulo – Blackmore Rock Bar (dia 12). Para mais informações sobre os shows acesse o link: The Ultimate Press.

(*)Hy-Brasil faz parte da mitologia Irlandesa, que dizia existir uma ilha além dos oceanos que só podia ser vista ou visitada a cada 7 anos, no resto do tempo era invisível para as pessoas. A mitologia dizia que era como um paraíso, cheio de plantas, frutas e animais, sem a mão do homem estragando tudo. Por isso, quando chegaram a América algumas pessoas acharam que era essa tal ilha mitológica, e nosso país acabou sendo homenageado de forma informal no começo, e logo acabou ficando com o nome e Brasil.


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