Symfonia em São Paulo

Apesar do frio que fazia na última noite de quarta-feira, 03 de agosto, muitos fãs compareceram no Blackmore Rock Bar para conferir o show da nova banda Symfonia, formada por grandes nomes do metal mundial, como André Matos (ex-Angra, ex-Shaman, ex-Viper) e Timo Tolkki (ex-Stratovarius, ex-Revolution Renaissance), que passa por São Paulo para divulgar seu primeiro álbum “In Paradisium”.

Por João Paulo Mota

Para começar a aquecer a galera, as 21:00 sobem ao palco os gaúchos do Tierramystica, apresentando músicas de seu debut “A New Horizon”. Apresentando um power/prog muito bem executado com elementos de música andina, contando com músicos tocando instrumentos diferentes como Quena, Zampoña, Ocarina e Charango, além do tradicional guitarra/baixo/violão. Apesar de serem instrumentos poucos “convencionais” para uma banda de heavy metal, acabou encaixando muito bem com a música apresentada. O show agradou a todos, principalmente quando tocaram “Fear Of The Dark”, contando com a participação da galera. Com quase 50 minutos de show, o Tierramystica conseguiu empolgar o público e deixar todos ainda mais ansiosos pelo Symfonia.

As 22:35, com as cortinas ainda fechadas, inicia-se uma música clássica de 10 minutos (sim, 10 minutos!), até que então abrem-se as cortinas e surgem Timo Tolkki, Jari Kainulainen, Mikko Härkin e Alex Landenburg, esse último substituindo Uli Kusch que acabou tendo que se ausentar da banda por um problema nos nervos da mão esquerda. Após o início da execução de “Come By The Hills”, André Matos aparece causando uma impressionante empolgação na galera, que o acompanhou cantando a música do início ao fim, inclusive a banda deixou o final da música totalmente a cargo da platéia, que não os desapontou em nenhum momento!

Sem respirar, a banda já emendou “Forevermore”, outra música que todos cantaram juntos, não deixando a banda perder o pique por nenhum segundo! Após seu término, André Matos aproveitou para conversar um pouco com o público, comentando que todos com acesso a internet já devem saber sobre as músicas que viriam pela frente, além de explicar que o objetivo da banda não é viver dos sucessos de suas ex-bandas, mas sim prestar um tributo a elas com os “covers” executados. Inclusive ‘conversa’ foi o que não faltou durante todo o show, seja em português pelo André quanto em inglês pelo Tolkki, transformando o Blackmore num ambiente descontraído e muito agradável.

O que vimos a seguir foi uma sequência de músicas do álbum “In Paradisium”, alternando com “covers” do Stratovarius e do Revolution Renaissance. Além disso, durante todo o show os músicos demonstraram um carisma enorme, posando para fotos, apertando a mão de quem estava na frente do palco e acenando para quem estava um pouco mais longe. Até o Timo Tolkki, em algumas ocasiões, chegou a se ajoelhar na beira do palco permitindo ao pessoal tocar sua guitarra! Além é claro de algumas brincadeiras entre os integrantes, como por exemplo, quando Tolkki mandou o André ir “se foder” ou quando o André faz uma brincadeira sobre futebol, assumindo que é corintiano.

O fato inusitado da noite ficou por conta do baterista alemão Alex Landenburg que, durante a execução da penúltima música da noite, “I Did It My Way” (Revolution Renaissance), acabou rasgando a pele da caixa e teve que improvisar utilizando o primeiro tonton para terminar o show. Mas não antes de arrancar o pedaço de pele que sobrou e jogá-lo ao público! Antes que perguntem por que o pessoal da banda de abertura não emprestou a caixa deles, eu já lhes respondo: a bateria utilizada já era do Tierramystica!

Eis que, ao final de quase 2 horas de show, Tolkki arrancou palmas de todos depois de agradecer a todos e dizer que não quer motivar nenhum tipo de briga com o Stratovarius, que sua intenção não é criar nenhuma divisão e sim manter a união entre as bandas.

E foi com essas palavras que o Symfonia se despediu do público de São Paulo, prometendo voltar em breve e deixando todos com um belo sorriso no rosto pelo privilégio de poder presenciar esse grande show!

 Set-list

01. Come by the Hills

02. Forevermore

03. 4th Reich (Stratovarius)

04. Rhapsody In Black

05. Solo teclado

06. Santiago

07. Last Night on Earth (Revolution Renaissance)

08. Lasting Child (Angra)

09. Solo de guitarra + dueto com teclado

10. Stratosphere (Stratovarius)

11. Don´t Let me Go

12. In Paradisum

13. Solo de bateria

14. Fields of Avalon

15. Dreamspace (Stratovarius)

16. I Did It My Way (Revolution Renaissance)

17. Pilgrim Road


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  • http://www.facebook.com/henriquevaskys José Henrique

    Fields of Avalon ficou boa ao vivo? Pra mim é uma das melhores do CD. Abraço!