Decapitated em Entrevista Informal Exclusiva

Ano após ano, o Metal continua em constante evolução, sempre se reinventando, ramificando-se e mantendo-se firme e forte. No final dos anos 90, numa época em que o Death Metal parecia estar dando sinais de desgaste, surge uma banda na Polonia que muda o rumo da música extrema: Decapitated.

 

Por Klemer Santiago

 

Desde seu primeiro álbum “Wings of Creation”, eles conseguiram chamar a atenção pelo seu talento extraordinário na bateria, guitarra e nas letras. Eles se mantiveram longe das tendências do estilo e forjaram à ferro e fogo uma nova ramificação – TechnicalDeath Metal – e dessa forma atraíram uma legião de novos fãs para o Death Metal e viraram uma grande influência para inúmeras bandas novas.

 

Superando a tragédia que atingiu a banda em 2007, o guitarrista Waclaw ‘Vogg’ Kieltyka, a mente mestre por trás da Decapitated, decidiu após 2 anos de reflexão, voltar a tocar em homenagem ao seu irmão Witold Vitek Kiełtyk que infelizmente morreu após um grave acidente de carro juntamente com o ex-vocalista Adrian Covan. E ele achou novos talentos: o vocalista Rafal ‘Rasta’ Piotrowski e o baterista Kerim ‘Krimh’ Lechner. A banda voltou a compor e fez o conceituado álbum “CarnivalIsForever” (2011). Agora munidos de novo fôlego, eles partiram para uma turnê mundial e vieram ao Brasil divulgar o seu trabalho, trazidos pela produtora Dark Dimensions.
Momentos antes do show, o Rock Express teve a oportunidade de conversar com o vocalista Rasta, do lado de fora do Blackmore Rock Bar. Ele comentou: “Essa é a primeira vez que o Decapitated vem para uma turnê Sul Americana, chegamos ontem e fomos direto para o Inferno Club. Era uma festa de Glam Rock. Foi legal poder conversar com várias pessoas e descobrimos que os brasileiros são muito gente fina. Vocês parecem com o meu povo, são amigáveis, receptivos e engraçados. Nós viemos de uma turnê Norte Americana com o Meshuggah e lá nós tivemos vários shows com mais de três mil pessoas. Hoje será muito interessante, pois o Blackmore é um lugar pequeno e eu adoro lugares assim. Eu fico mais próximo da galera e eu acho melhor quando posso olhar nos olhos dos fãs. Vai ser bem legal para interagir com o público e divulgar nosso trabalho.”

 

O baterista Krimh, se juntou a nossa conversa e perguntou: “Como é o público daqui? Eles são mais de mosh ou de ficar em pé só assistindo?” Respondemos que temos um público fervoroso e que gosta muito de mosh.

 

Rasta afirmou: “Eu não conhecia muito sobre o Brasil, tudo o que eu via eram documentários sobre a Amazônia e alguma coisa sobre carnaval. O que encontrei aqui foi um país gigante e muito desenvolvido. Estou adorando conhecer o Brasil. Só não gostei do maço de cigarros. Eu odeio essas fotos de gente moribunda” e Krimh brincou dizendo: “Eu vou levar de volta pra casa esse maço de cigarros. Na Polônia, só temos frases advertindo que fumar faz mal pra saúde”.

Perguntamos se no Brasil seria apenas um show mesmo e Rasta respondeu “Nós iriamos fazer dois shows, mas um foi cancelado. O show no Chile também foi cancelado” e ainda complementou “Talvez no final da turnê Sul Americana a gente volte para o Brasil para um novo show, ainda não esta confirmado.”

 

Sobre bandas brasileiras, Rasta revela “Eu sou um grande fã de Sepultura. Gosto muito da era Derrick Green. Ele simplesmente sabe colocar a voz dele de uma forma intensa na música. Eu considero-o um gênio nos vocais. Tive a oportunidade de conhecê-lo pessoalmente numa turnê Européia. Estavamos tocando no mesmo festival. Fui falar com o Derrick e pedi para tirar uma foto com ele. O Derrick foi muito gente fina, me comprimentou, conversou comigo e tiramos a foto. O cara é gigante perto de mim!”
Krimph e Rasta agradeceram conversa e se despediram para se concentrarem no show.


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Rock Express

Esse texto foi escrito por um colaborador do Rock Express.

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  • Ana

    Adoreiii!!!! Muito bom!