Samael e Grave em São Paulo – 17 de Junho

Esse foi um fim de semana agitadaço para a cena Metal paulistana. Em meio a tantas opções de shows, os bangers paulistanos representaram a cena e compareceram à casa de shows Hangar 110, na noite de Domingo, para prestigiar mais um grande evento da produtora TC7, que nos presenteou com duas bandas expoentes do Metal Extremo, a Grave e a Samael.

 

Por Klemer Santiago / Fotos Cyntia Marangon 

 

A primeira apresentação ficou por conta da lendária banda Sueca de Death Metal, Grave. Quando as cortinas se abriram, lá estavam o vocalista/guitarrista Ola Lindgren – o único membro remanescente da formação original – o baterista Ronnie Bergerstål, o guitarrista Mika Lagrén e o baixista Tobias Cristiansson, todos sedentos de despejar sua famosa e avassaladora mistura de Death Metal com muito Groove! Aliás, o Groove empregado em suas músicas é um elemento chave, que fez a banda se destacar na cena dentre tantos outros grandes nomes.

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Outro ponto crucial em sua música é o emprego de levadas cadenciadas, algo que as bandas novas de Death Metal praticamente se esqueceram e acabam dando ênfase apenas na técnica e velocidade.

O Grave vem de longa data, completando 20 anos em 2011 e com toda essa bagagem “old school” conduziu os fãs presentes ao delírio com suas músicas, fazendo todo mundo bangear MUITO!

 

Eles fizeram um set list que curiosamente não incluiu nada o seu último trabalho, o álbum “Burial Ground“, tocando apenas músicas dos álbuns “You’ll Never See…“, “Soulless“, “Into The Grave“, “Back From The Grave“, “Dominion VIII” e com direito até músicas do EP “…And Here I Die… Satisfied“.

 

A banda saiu do palco após a execusão da música “Black Dawn“, e ao retornar para o bis, o guitarrista Mika Lagrén estava utilizando uma camiseta do Brasil. O que levantou aplausos fervorosos do público presente!

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Mika trocava de posição no palco com o baixista Tobias Cristiansson o tempo todo e os dois chamavam a galera para o agito! Mas quem roubou mesmo a cena foi o baterista Ronnie Bergerstål, que tocava muito forte e agitava o tempo todo.

 

O vocalista/guitarrista Ola Lindgren, convidou todos a clamarem pela música “Into The Grave” e o público respondeu com muita garra e com certeza era a música mais esperada do show, pois as rodas foram intensas!

 

Havia uma expectativa dos fãs poderem conferir alguma música do novo álbum “Endless Procession Of Souls“, que ainda será lançado pela Century Media Records, em 27 de Agosto deste ano, porém isso ficará para uma próxima vinda da banda pelo Brasil.

 

Eles encerraram com a música “Soulless” do álbum homônimo e depois se despediram do público prometendo que voltariam em breve.

 

A qualidade do som mereceu todos os créditos da equipe técnica que nos proporcionou uma regulagem de som impecável, onde podíamos escutar tudo nitidamente!

 

Setlist Grave

 

01. Turning Black

02. You’ll Never See

03. Now And Forever

04. Deformed

05. Bloodpath

06. Bullets Are Mine

07. Inhuman

08. Morbid Way To Die

09. Black Dawn

10. Day of Mourning

11. Into The Grave

12. Soulless

 

 

No entremeio das bandas, todos os integrantes da Grave desceram para poder conferir, junto ao público, o show da banda Samael, atendendo assim, todos os pedidos de fãs por foto e autógrafos.

 

O clima da noite era de festa e de grande espectativa, pois o próximo espetáculo era o da banda Suiça de Metal Industrial, Samael, que fazia pela primeira vez uma apresentação em São Paulo.

 

Composta por Vorph (Vorphalack) nos vocais e guitarra, Mak (Makro) na guitarra, Mas (Masmiseim) no baixo e Xy (Xytras) na bateria eletrônica / acústica e teclados, a banda Samael passou por várias fases em sua carreira, altos e baixos, mudanças em sua formação e principalmente uma mudança radical quando decidiram tocar com bateria programada e adicionar mais um guitarrista. Depois disso, as músicas da Samael sofreram uma grande evolução, o que os levou a ganharem milhares de fãs no underground, desde o fã apreciador de Black Metal, ao Gótico e aos amantes de Metal Industrial. Isso contribuiu para a banda alcançar o alto escalão e a ser headliner em turnês pela Europa, Estados Unidos, Rússia e Colômbia.

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O show começou com problemas no volume do microfone do vocalista e guitarrista Vorph, porém isso foi logo corrigido pela equipe técnica. Vorph estava animado e prometeu um set list recheado com músicas do começo da carreira.

 

Possuindo um visual arrojado, uma mistura de roupas estilo Gótico/Metal, e performances teatrais, Vorph comandava com muita facilidade o público presente, que estava vidrado e hipnotizado. Ele agradeceu a resposta fervorosa do público às músicas: “Nós estamos extremamente honrados e felizes por estarmos no Brasil“. E falou que levaria o público a um passado distante, prometendo tocar a música mais pesada de todos os tempos, a “Into The Pentragram“.

 

Seu irmão, o baterista e tecladista Xy, era um show a parte! Ele comandava as programações de bateria eletrônica, acompanhava todas as músicas nos teclados e em certos momentos, ele pegava suas baquetas e pulava em sincronismo com a música, para tocar em um kit de bateria que era praticamente completo, a não ser pela falta de bumbos e chimbal. Junte tudo isso ao fato dele ser o responsável por grande parte das composições da Samael. O cara é um gênio!

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O baixista Masmiseim não continha sua alegria de tocar para o público brasileiro, sorria e agitava o tempo todo! O guitarrista Mak, ao voltar para o bis, executou um longo solo, o que demonstrou que realmente aquela noite era uma grande festa para todos.

 

A banda encerrou a noite com a música “My Saviour“, nesse momento uma corda do baixo de Masmiseime se soltou, mas isso não atrapalhou sua apresentação e ele continuou firme até o fim da música.

 

Setlist Samael

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01. Invictus (Intro)

02. Luxferre

03. Rain

04. Baphomet’s Throne

05. Of War

06 Slavocracy

07. Reing Of Light

08. Intro The Pentagram

09. Black Trip

10. Flagellation

11. Soul Invictus

12. Shining Kingdom

13. In The Deep

14. The Truth is Marching On

15. Infra Galaxia

16. Ceremony of Opposites

17. Antigod

18. My Saviour

 

Grande show de Samael e eles mostraram para todos que entortavam o nariz para bateria eletrônica, que uma banda de Metal pode SIM utilizar desse recurso sem deixar nada a perder!

 

Agradecimentos a Produtora TC7 e ao “Morcegão” Tiago Claro.


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Rock Express

Esse texto foi escrito por um colaborador do Rock Express.

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