The Pretty Reckless em São Paulo – 04 de Agosto

Antes de começar a falar do show da banda americana The Pretty Reckless, que ocorreu no último sábado 4 de Agosto no HSBC Brasil, temos que ser um pouco quantitativos. Os ingressos estavam sold out há mais de duas semanas, milhares de fãs – a grande maioria feminina – histéricas e alucinadas por terem a oportunidade de verem de perto a banda, centenas de pais desesperados, dezenas de fãs desmaiando e passando mal devido a imensa multidão que tomou conta da casa. Este foi o cenário de um verdadeiro show de Punk Rock Contemporâneo.

 

Por Dani Gunther e Edu Lawless/ Fotos Edu Lawless

 

Foi realmente interessante ver imensas filas contornando os quarteirões ao redor do HSBC Brasil, repleto de um público jovem e cativante, prontos a verem uma banda de Punk Rock detonando no palco.

 

Antes do show, recebemos informações por conta da casa, que centenas de pais desesperados congestionaram as linhas telefônicas e email do HSBC exigindo providencias devido as apresentações do The Pretty Reckless em outras cidades, principalmente em Buenos Aires/ARG, onde as garotas fizeram decididamente top less, inclusive sobre o palco. Por conta deste fato antes do show o telão mostrou repetidas advertências sobre atos impróprios que seriam penalizados, como se isso tivesse oprimido a vontade de centenas de meninas que circulavam pela casa apenas de soutien.

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Opinião à parte, falsa hipocrisia desde pais que permitem em suas televisões novelas e programas globais repletos de safadezas e pornografia gratuita regada à maldade e prostitutas de luxo; mas o fato é que o Rock foi e sempre será o bode expiatório dos defeitos da sociedade, portanto ponto para os jovens rebeldes que mais uma vez expõe para o mundo um pouco da sua contraposição à sociedade. Antes de reclamarem de um show de Rock passem a olhar para dentro de seus lares.

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Tamanha era a histeria, que até mesmo a equipe de som que subiu ao palco para testar os equipamentos e microfones foi aclamada pelo jovem público.  Quando a música cessou e soaram os primeiros acordes de “Hit Me Like a Man” trazendo ao palco Ben Phillips na guitarra, Mark Damon no baixo e Jamie Perkins na bateria, o clima de êxtase tomou conta do público, mas bastou Taylor Momsen pisar no palco para histeria geral, que tornou quase inaudível o som da banda, mas logo a música passou a ser cantada em uníssono pelo público. A verdade é que esse foi um dos poucos shows que pude ver todo o público agitando e cantando todas as músicas o tempo todo!

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Seguindo o mesmo set list que a banda vem fazendo em sua Tour, vieram “Since You´re Gone” e a ótima “Zombie”. No palco Taylor mostrava que não era somente um rosto bonito e famoso de um seriado hollywoodiano fazendo sucesso a custas da sua fama. Muito pelo contrário, ela mostrou personalidade, carisma com o público e uma voz muito bem afinada. Se por um lado Taylor impunha seus ótimos traços vocais, a banda não ficava atrás com um destaque especial para a técnica e habilidade que o guitarrista Ben Phillips impunha em seus riffs e solos de uma maneira animal.

 

DSC_0089Uma das músicas mais esperada da noite, sem dúvida nenhuma era a “Going Down”, quando Taylor escolhe duas meninas da plateia para subirem no palco e dançarem com ela, enquanto a vocalista tira a camiseta das garotas, porém nesse show de São Paulo nenhuma garota foi convidada à subir ao palco por causa do incidente já mencionado. Taylor apenas fez questão de dedicar a musica as todas as “damas” e o tirar a camiseta ficou mesmo por conta das garotas na plateia que exibiram seus soutiens e algumas ainda deixaram os seios a mostra apenas cobertos por fitas adesivas pretas. O bom e velho Punk Rock no sangue da juventude novamente!

 

Logo após a fantástica “Cold Blooded” que faz parte do novo EP da banda, vieram duas covers, “Like a Stone” do Audioslave e “Seven Nation Army” do White Stripes, que ficaram ambas bem interessantes com os vocais de Taylor.

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Make me Wanna Die” fez o publico ir ao delírio, e foi arrepiante ser aquele lugar vir abaixo com a música. Há muito tempo não sentia um pulsar tão marcante como nesse show. Provavelmente a banda sentiu exatamente o mesmo e antes de iniciarem “Factory Girl” Taylor falou ao público que ela precisava tirar uma foto daquele público todos com as mãos erguidas, pois aquilo era simplesmente impressionante e depois da foto pediu para o público continuar com as mãos erguidas para a próxima música.

 

O bis de encerramento do show veio com “ Nothing Left to Lose”.

 

DSC_0214Set List

1. Hit Me Like A Man

2. Since You´re Gone

3. Zombie

4. Miss Nothing

5. Just Tonigh

6. Going Down

7. Cold Blooded

8. Like A Stone (Audioslave Cover)

9. Seven Nation Army (White Stripes)

10. My Medicine

11. Make Me Wanna Die

12. Factory Girl

13. Nothing Left To Lose

 

Apesar da galera curtir sempre o Metal mais tradicional e por vezes torcer o nariz para as bandas novas, precisamos lembrar que essas mesmas bandas das antigas que arrastavam multidões um dia também se formaram e vieram quebrando barreiras e formando os Rockeiros que hoje somos. Ver uma banda como essa, com uma música de qualidade e que dignamente é um verdadeiro Punk Rock Moderno e arrastando uma imensidão de fãs, realmente é louvável. Espero que eles continuem trilhando esse caminho e formando uma nova geração rebelde que saiba dignificar o Rock!

 

Galeria de Fotos

Agradecimentos a todos da Web Rockers envolvidos na produção do Show, a todos do HSBC Brasil pela organização do evento e a todos os bombeiros e paramédicos que atuaram prontamente no auxílio extenuante as ocorrências medicas.

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