Destruction em São Paulo – Live, 03 de Fevereiro

No último domingo, dia 03 de Fevereiro de 2013, a capital paulista foi brindada com mais um grandioso show e dessa vez foi o da banda alemã Destruction, que está fazendo a turnê mundial mais do que especial “Spiritual Genocide: 30 Years Of Total DESTRUCTION”, comemorando os seus 30 anos de estrada! O show foi realizado no Via Marques e a produtora Rock Brigade abriu espaço para duas bandas locais se encarregarem da abertura: Nervosa e a Genocídio.

 

Por Klemer Santiago / Fotos Edu Lawless

 

A primeira banda a subir ao palco foi o trio de Thrash Metal feminino paulistano, Nervosa, que é formada por Fernanda Lira nos vocais e baixo, por Prika Amaral na guitarra e nesse show, o público teve uma grande surpresa. No comando da bateria, em vez da baterista Jully Lee, estava nada mais nada menos que o “gigante” Amilcar Christófaro da banda Torture Squad.

Com muito carisma e munida de seu baixo e de seu vocal potente e rasgado, a Fernanda comandou a tropa, em grande sintonia com Prika e Amilcar, empolgando o público com seu Thrash Metal “old school”.

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O baterista Amilcar simplesmente roubou a cena quebrando tudo! Notamos que sua participação trouxe mais força e velocidade insana às músicas, o que realmente marcou essa apresentação da Nervosa.

 

A segunda banda foi a paulista Genocídio, que desde longa data (1985) vem tocando um Death Metal muito pesado. Atualmente a banda conta com Murillo Leite nos vocais e guitarra, W. Perna no baixo, João Gobo na bateria e Rafael Orsi na guitarra e eles começaram quebrando tudo! Mostrando muita habilidade, coesão e experiência, a banda Genocídio conseguiu empolgar tanto a galera, que vimos moshs se formando e muita gente bangueando pra valer! Podemos destacar Rafael Orsi, pelo seu timbre de guitarra matador e seus solos memoráveis, juntamente com o baixista W. Perna que fazia linhas de baixo de cair o queixo, mostrando que é um dos mestres do Metal nacional no instrumento!

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Após a equipe técnica preparar e deixar o palco com o som impecável, por volta das 20:40 hrs, o lendário trio alemão, Destruction, subiu ao palco e mostraram que fazem jus ao seu nome, “destruindo” tudo com seu som pesado, alto, nítido e avassalador! E para o delírio dos fãs eles mandaram logo de cara a música Thrash ‘Til Death, do álbum “The Antichrist”.

 

O vocalista Marcel Schmier trocava de lugar com o guitarrista Mike Sifringer com frequência e três microfones foram distribuídos no palco para ajudar Schmier em sua movimentação, o que agradou muito ao público!

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Em seguida eles mandaram a música que leva o nome do último álbum “Spiritual Genocide”, onde o baterista Vaaver conseguiu demonstrar a sua pegada tecnicamente monstruosa e criatividade brilhante.

 

Nailed to the Cross foi a próxima e nesse momento podíamos ver não só gigantescos moshs, mas também uma galera fazendo crowd surfing, literalmente surfando por cima de todos. Realmente uma cena linda de se ver!

 

Mike Sifringer agitava a todo o momento e com sua guitarra, nos brindava com uma enxurrada de riffs de fazer qualquer um banguear até o pescoço quebrar e também fazia solos velozes, de palhetadas nítidas e com tanta destreza que era de chorar!

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Schmier falou que era um prazer enorme voltar a tocar no Brasil e relembrou a primeira vinda da banda ao país, no final da década de 80, depois olhou para o público examinando a alguém que fosse velho o bastante para ser daquela época e ofereceu um clássico em homenagem a primeira vinda da banda ao Brasil:  Mad Butcher.

 

A energia e o entrosamento da banda eram tão elevados que foi possível perceber que a banda ao vivo consegue soar melhor que nos álbuns de estúdio!

 

Schmier sempre carismático conversava com a galera e arriscou algumas palavras em português como “Boa noite” e até conseguiu fazer um pedido para a produção: “Uma cerveja por favor”. O pedido foi atendido prontamente e após tomar um gole da cerveja, Schmier jogou a cerveja para o público, levando todos ao delírio! E ainda disse: “Ele a pegou!”.

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Após a música Antichrist, a banda deixou o palco e Vaaver fez um solo arrasador de bateria, demonstrando sua técnica esmagadora, sendo aplaudido muito pelo público. Em seguida a banda, voltou com a Tormentor e sem deixar tempo para os fãs respirarem, imendaram a Hate is my Fuel.

 

Para deixar a noite mais intensa ainda, eles remeteram o público de volta ao passado e entoaram a Bestial Invasion, numa versão super veloz, gerando moshs gigantescos e nervosos na pista e após ela, a banda se despediu do público. Porém ao pedido ensandecido dos fãs, eles voltaram para o bis e tocaram Curse of the Gods, fechando com chave de ouro essa grande festa, que entrou para a história!

Setlist Destruction

DSC_2657Thrash ‘Til Death

Spiritual Genocide

Nailed to the Cross

Satan’s Vengeance

Mad Butcher

Carnivore

Eternal Ban

Life Without Sense

Cyanide

Antichrist

Solo do baterista Vaaver

Tormentor

Hate Is My Fuel

Death Trap

The Butcher Strikes Back

Total Desaster

Bestial Invasion

Curse the Gods

 

Galeria de Fotos

Agradecimentos a Rock Brigade pela realização do espetaculo e a Hoffman & O´Brian Assessoria pelo suporte a todo evento

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Klemer Santiago

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