Claustrofobia 20 anos em São Paulo – Live, 08 de fevereiro de 2014

Não teve água no chopp da festa de comemoração dos 20 anos de carreira do Claustrofobia, uma das bandas mais relevantes e longevas de metal do Brasil. Um excelente público compareceu para prestigiar o evento no Clash Club, mesmo com vários outros shows marcados para o mesmo dia em São Paulo. Como em qualquer festa de aniversário, os convidados foram parte muito importante desta celebração.

 

Por Bruno Teixeira

 

O primeiro convidado da festa a se apresentar foi o Chemical, banda paulistana que executa um Thrash Metal clássico, mas sem soar datado. Antes mesmo de iniciar o show com a música “Cursed Harvest”, o público já pedia por “Bloody Streets”, música escolhida para ser o primeiro videoclipe da banda, que foi executada logo na sequência.

 

Com o mosh pit insano, a banda não deu descanso aos presentes ao tocar o seu curto e brutal set sem grandes intervalos. O público demostrou ter aprovado a apresentação da banda, fato que ficou evidente durante a execução de “New Dimension” — faixa-título do primeiro trabalho do Chemical lançado no ano passado — e “Chemical Disease”, que foi anunciada pelo guitarrista e vocalista Alex “Spike” Freitas como a música escolhida para encerrar o show.

 

A apresentação provou que o Chemical é uma das melhores e mais promissoras bandas de sua geração, deixando uma grande expectativa em relação ao sucessor de “New Dimension”.

 

Um curto intervalo separou o fim da apresentação do Chemical do início do show do Forka, quinteto que mistura Thrash Metal com Hardcore, Death Metal, Metal Core e “qualquer outro tipo de boa música”, como costumam dizer os integrantes da banda.

 

O vocalista Ronaldo Coelho pediu para o público chegar mais próximo do palco, parabenizou o Claustrofobia e iniciou a apresentação da banda com “Black Ocean”, faixa-título do terceiro álbum da banda lançado no ano passado. Como de costume a banda impressionou por sua excelente presença de palco aliada à execução precisa de músicas extremamente técnicas.

 

Um dos pontos altos do show foi a dobradinha “The Human Race is Dead” e “Feel Your Suicide”, músicas presentes nos dois primeiros trabalhos da banda. Após Ronaldo transformar a pista em um verdadeiro campo de guerra ao pedir que o público fizesse um wall of death, o Forka tocou “Empire Surrender” que teve seu refrão cantado por boa parte do público. Para entregar o público “no ponto” para os anfitriões da noite, a banda encerrou a sua apresentação com dois clássicos absolutos do Thrash Metal: “Troops of Doom” (Sepultura) e “Angel Of Death” (Slayer). Missão cumprida!

 

Com os fãs gritando “é pior que febre, Claustrofobia é peste!”, os aniversariantes da noite subiram no palco e mostraram total sintonia com os seus convidados mais que especiais.

 

O Claustrofobia iniciou a sua parte da festa com “Peste”, cujo refrão é a frase que o público gritava antes do show começar. Resultado? Caos total na pista, com um circle pit tão violento quanto a música do quarteto.

 

Metal Malóka” provou que a banda acertou em cheio em gravar um disco totalmente em português, pois boa parte do público cantou palavra por palavra da música, do início ao fim.

 

A apresentação da banda foi baseada em “Peste” seu álbum mais recente, mas eles não se esqueceram dos fãs que acompanham a banda desde o início ao tocar “Thrasher” e “Condemned”, faixas registradas no segundo álbum da banda e obrigatórias em seus shows.

 

Visivelmente feliz e emocionado, o vocalista e guitarrista Marcus D’Angelo agradeceu aos fãs por “realizarem o nosso sonho, de coração” e anunciou a música “War Stomp” do álbum “I See Red” lançado em 2009.

 

A vinheta com o falecido jornalista Alborghetti cantando “Aquarela do Brasil” foi a deixa para a banda tocar “Bastardos do Brasil”, música que recentemente ganhou um excelente videoclipe e que também foi cantada de ponta a ponta pelo público. Após tocar “Insane Reality”, Marcus disse que o dia não era para muita conversa, mas de “som na caixa”. Para provar isso a banda homenageou uma de suas grandes influências ao tocar “Black Magic” do Slayer.

 

Em seguida o vocalista anunciou que a banda iniciaria na semana seguinte as gravações de seu próximo álbum que será produzido por Russ Russell, conhecido por trabalhar em diversos álbuns do Napalm Death, outra grande influência do Claustrofobia. O público teve a oportunidade de ouvir em primeira mão “Falling Appart”, música que fará parte deste novo trabalho da banda.

 

Guardando o melhor pedaço do bolo para o final, a banda fechou a sua apresentação tocando “Paga Pau” e “Eu Quero É Que Se Foda”, músicas que foram pedidas durante todo o show.

 

Era difícil olhar para alguém que estivesse parado ou que não estivesse cantando, mostrando que a lealdade de seus fãs é o melhor presente que o Claustrofobia poderia receber.

 

Muitos anos de vida, Claustrofobia!

 

SET LIST – Chemical

Cursed Harvest

Bloody Streets

Suicide

Worms

New Dimension

Mentally Insane

Chemical Disease

 

 

SET LIST – Forka

Black Ocean

Last Confrontation

Nation of Ashes

The Human Race is Dead

Feel Your Suicide

Blasphemy

Empire Surrender

Troops of Doom – Sepultura

Angel of Death – Slayer

 

 

SET LIST – Claustrofobia

Peste

Metal Malóka

Thrasher

Condemned

Pinu da Granada

War Stomp

Bastardos do Brasil

Vida de Mentira

Insane Reality

Black Magic – Slayer

Falling Appart

Caosfera

Paga Pau

Eu Quero É Que Se Foda

 

Agradecimentos ao Clash Club  pela realização do espetáculo e a The Ultimate Music Press pelo suporte ao evento.


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