Chaos Fest em São Paulo – Live, 19 de Abril de 2015

No último domingo aconteceu na casa de shows, Cine Joia localizada em São Paulo-SP, mais um evento de suma importância para o cenário musical brasileiro, o Chaos Fest. O festival, nesta sua primeira edição, veio com o intuito de buscar a união de vários gêneros do Metal dentro da atualidade, ou seja, desta vez buscou unir o metal e o hardcore de nossa cidade. As bandas convidadas para esta primeira edição foram, B.A.R., Seven Calls, John Wayne, Worst e Torture Squad.

 

Por Cyntia Marangon / Fotos Pri Secco

 

Ao darem inicio no festival, tivemos uma homenagem a Percy Weiss, ex-vocalista das bandas Patrulha do Espaço e Made in Brazil, que faleceu recentemente no último dia 14 em um trágico acidente de carro. Logo em seguida, a banda B.A.R., deu inicio ao espetáculo. Esta que vem de uma brincadeira que surgiu entre dois amigos, onde as siglas BAR significam “Bebuns Assumidos do Rock”. Começaram com um vídeo onde mostravam os integrantes da banda em um bar e com esta temática relacionada as cervejas, bêbados, e derivados do tipo, daquelas que associamos em ir apenas pegar uma cerveja para começarmos a nos divertir, levaram a apresentação de uma forma bem descontraída, pois isto foi o que justamente a banda quis passar para o público como mensagem, que todos se divertissem. A banda realizou uma apresentação curta, mas bastante animada para a galera e aos demais que ainda chegavam ao local.

 

Com uma curta pausa, para que arrumassem a aparelhagem e detalhes do palco, seguimos com a Seven Calls. Banda que apresenta variáveis dentro de diversos estilos, ou seja, apresenta características dentro do heavy metal e outras muito fortes relacionadas ao rock e ao pop-rock. A banda está começando a gravar o seu disco “Where is the Law” com previsão de lançamento ainda para este primeiro semestre. Com uma formação inusitada para o estilo, sendo de apenas três integrantes, Guilherme Estrada na bateria, Ricardo Lemos no baixo e Rafael Galozzi nas guitarras e vocais, realizaram uma ótima apresentação para o público que já se encontrava em maior número no local. Rafael procurou interagir o tempo todo, sem exitar. O destaque ficou para as músicas Where is the law, Human e com a de encerramento, Catastrophic Sight.

 
Seven Calls
 

Chegamos praticamente na metade do festival, por assim dizer. Seguimos agora com a banda John Wayne, esta já conhecida do grande público da cena hardcore. A banda recentemente recebeu o convite e irá se apresentar no Rock in Rio deste ano, sendo assim, um grande orgulho para todos da cena nacional, que batalha e luta tanto por um espaço, acredito que esta é a melhor resposta para o sucesso e mostra a qualidade que esta banda possui. A banda já está trabalhando na produção do seu segundo álbum “Dois Lados – Parte I”, onde as gravações se iniciarão no segundo semestre ainda deste ano. Mas vamos falar da apresentação, que foi fantástica, acho que mais adjetivos poderiam descrever de uma forma mais especifica, mas somente quem esteve lá pode compartilhar da energia que essa banda possui, além do grande desempenho do vocalista Fabio Figueiredo, que, diga-se de passagem, apresentou uma energia incrível e interagiu com os fãs durante toda a apresentação. Claro que músicas como, Tempestade, Retrato e a mais pedida Recomeço foram essenciais para este grande show se realizasse de uma forma impecável.

 
John Wayne

 
Em seguida, chegou a hora da banda Worst. Banda criada em 2012 e que vem ganhando cada vez mais fãs dentro da cena nacional e internacional. Já estive em outros shows da banda, e posso dizer que a cada apresentação a sua evolução e fúria são nítidas, eles possuem uma identidade e sobem no palco com uma personalidade única. A banda tem como destaque Fernando Schaefer na bateria, este já conhecido do público, e ainda na sua formação oficial conta com Ricardo Brigas no baixo, Tiago Hospede na guitarra e Thiago “Monstrinho” nos vocais. Thiago interagiu com o público em todo o momento, inclusive passando o microfone para que os fãs pudessem cantar junto, foi sensacional, sem falar a grande roda que se formou durante o show. O set list da banda passou pelo último trabalho “Cada vez pior” com músicas como “Transbordando de ódio” e “Pesadelo” e das mais conhecidas dos fãs,  em destaque com as músicas “Te desejo todo o mal do mundo”, “Enterrado” e “Vícios”, que encerrou a apresentação. E mais uma vez foi notável a interação do público com a banda e vice-e-versa. Sendo assim, foi uma apresentação sensacional e memorável.

 
Worst

 
E por fim, chegamos ao final deste grande festival, com uma das bandas mais conhecidas dentre o cenário do thrash/death metal brasileiro, a banda Torture Squad. Esta que vem divulgando o seu último trabalho intitulado de “Esquadrão de Tortura”. A banda definitivamente consolidou sua formação em um power trio, formado por Amilcar Chistofaro na bateira, Castor no baixo e André Evaristo na guitarra e vocais. Com uma apresentação sensacional e marcante, pode-se dizer claramente que tudo estava e foi perfeito, principalmente se tratando do som. O público que restou na casa, agitou de uma forma impressionante!  Com a divulgação do seu novo álbum, o que dizer das novas músicas, No Escape From Hell e Pátria Livre, foram sensacionais. O set foi repleto de vários clássicos, incluindo músicas de um dos principais CD`s como  The Unholy Spell, Hellbound e Pandemonium, que definitivamente concretizaram e fecharam esse festival com chave de ouro.

 
Torture Squad

 
Contudo, um evento como este é definitivamente para que o público brasileiro apoie suas bandas, em seus segmentos diversos, pois elas fazem isso com muita qualidade, com muito trabalho e muito amor. Infelizmente a casa não estava lotada, e na última banda praticamente restaram somente alguns Headbangers… O Brasil é dotado de grandes bandas, algumas reconhecidas internacionalmente e outras que ainda buscam por este espaço, e um festival como este serve para ajudar na divulgação de bandas do underground, tanto que tivemos variáveis daquelas que já atingiram um certo patamar e de algumas que ainda estão caminhando pra isso. Este evento foi de suma importância, e mostra o quanto festivais como estes, que abrangem diversos gêneros musicais, são preciosos na nossa cena. Que isto definitivamente nunca morra, pois sempre existirão os fãs e aqueles até mais fanáticos, mais apaixonados digamos assim, por este meio que sempre nos apresenta bandas novas e apreciação pelas que já fazem parte, de uma maneira única, que só quem ama, trabalha, ou participa de uma forma ou outra, sabe o quanto é significante e importante nesta cena.

 
Galeria de Fotos

 


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Cyntia Marangon

Black is the night, metal we fight

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